Exercícios

1. Sente-se confortavelmente e feche os olhos. Inspire o máximo de ar possível e prenda a respiração até não poder mais. Expire forçando todo o ar que puder para fora e, antes de inspirar novamente, prenda a expiração pelo máximo de tempo possível. Após alguns minutos você começará a sentir os efeitos do CO2, cuja concentração no seu sangue continuará aumentando até que você volte a respirar normalmente. Faça esse exercício por cerca de 10 ou 15 minutos, sempre observando seu corpo e sua mente, mantendo-se relaxado.

2. Durante o tempo que for possível para você, respire dentro de um saco de papel pardo (como esses de padaria). Recomendamos que você faça esse exercício sentado confortavelmente e de olhos fechados. Em pouco tempo você se tornará ofegante. Deixe que isso aconteça, mas mantenha-se relaxado, sempre observando o tráfego na sua mente e as sensações no seu corpo.
ATENÇÃO: NÃO coloque sua cabeça dentro do saco, apenas a boca e o nariz e NÃO use sacos de plástico.

3. Da próxima vez que tiver a oportunidade de estar na água (no mar, num rio, numa piscina ou mesmo numa banheira), inspire profundamente (1 única vez! NÃO faça hiperventilação) e mergulhe deixando seu corpo boiar completamente solto e entregue na superfície, com a cabeça dentro d'água. Mantenha-se tranqüilo à medida em que seus alarmes internos começam a soar, sua mente dispara e seu corpo começa a querer se debater. Permaneça nessa atitude de observação até que seu corpo decididamente assuma o controle e retire sua cabeça da água para respirar. Mantenha seus olhos fechados durante todo o tempo, mesmo depois de ter retirado a cabeça da água, até que sua respiração volte ao normal.
ATENÇÃO:
faça este exercício apenas 1 vez ou espere 15 minutos antes de repeti-lo. Fazê-lo em seqüência pode ser perigoso, a menos que seja feito fora d'água.

Khalis Chacel e Tárika Lima
Instituto de Renascimento de São Paulo

    Uma das características do CO2 é a de disparar alarmes internos e sensações de ansiedade (veja a seção ALGUNS ELEMENTOS DA FISIOLOGIA DO CO2 na página SE VOCÊ QUISER SE APROFUNDAR). Experimentamos isso, por exemplo, quando superestimamos nossa capacidade respiratória num mergulho profundo: quanto mais nos aproximamos da superfície, mais ansiosos por um bocado de ar vamos nos tornando, nossa mente se desespera e, em geral, tensionamos fortemente muitos músculos.
    A sensação de sufocamento que acabamos de descrever também é muito comum em diversas situações da nossa vida diária em que, sem percebermos, diminuímos muito ou até mesmo cortamos nossa respiração (medo, stress, ansiedade, angústia, depressão).
    Os exercícios a seguir têm o objetivo de lhe permitir experimentar a aproximação de um limite e empregar o relaxamento consciente, expandindo assim sua serenidade, capacidade de observação e entrega. Faça-os sempre com tranqüilidade e atenção, de modo que sua consciência possa estar completamente dedicada à observação do seu corpo e da sua mente.

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